13
nov
09

La raclette

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A raclette: alternativa à fondue

Em uma pequena reunião entre amigos num domingo à noite, descobri um jeito novo de somar boa comida, boa companhia, boa bebida e horas de conversa em volta da mesa. Uma das coisas que mais gosto em uma refeição na verdade, é ficar ali, beliscando e falando, bebericando e ouvindo.  Afinal, para sentar na sua mesa não se convida qualquer pessoa. 

A Raclette foi a grande surpresa para algumas pessoas naquela noite. Inclusive para mim. Para quem não sabe, a raclette, de origem suíça, funciona como uma fondue. Uma grelha acoplada a uma pedra de granito quente, para fritar pedaçinhos de frango, carne, salsichas, salmão, o que quiser. A grelha frita e a pedra mantém o calor. Embaixo da grelha, espátulas fundas onde se coloca pedaços de batata cozida com queijo em cima. Coloca-se a espátula embaixo da grelha quente, e voilà! Batata com queijo derretido ou até gratinado. O comensal pode comer a batata com as carnes, e com outros ingredientes disponíveis na mesa. Azeitonas, cebola, cenoura, presunto, shoyo, a criatividade é que vai definir.

 O objetivo é ir comendo devagar, à medida que os elementos vão ficando prontos.

Bom, foi mais ou menos assim que aconteceu na noite de domingo. Uma dica: Na hora de apreciar uma refeição com a raclette, não vá com muita sede ao pote. É preciso ir comendo devagar, porque os ingredientes podem demorar um pouco para ficarem prontos. Afinal a raclette é para confraternizar em volta da mesa.

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Variedade com os ingredientes

 Agora sobre a raclette em si. Um pouco da estória desse estilo suíço de comer. No original a raclette é feita com queijo suíço, raspado, que é comido com batatas inglesas. Daí a palavra francesa racler, que quer dizer raspar. Na verdade o queijo é o ingrediente mais importante da raclette. É um dos pratos preferidos na Suíça e em alguns países da Europa ele faz muito sucesso.

 Como a fondue, esse prato é mais para ser apreciado durante o inverno. A grelha quente acaba por elevar a temperatura do ambiente e quem estiver encarregado de cuidar das carnes e dos queijos para não queimarem, pode querer colocar um ventilador por perto.

 Como quase sempre acontece em nosso país, acabamos transformando tudo o que chega por aqui. Com a raclette moderna, abrasileirada da minha reunião com amigos, colocamos ingredientes da nossa preferência, adicionamos katchup e a maioria substituiu o vinho por sucos gelados e refrigerantes. Mas ficou tudo uma delícia. Tanto a raclette, quanto a conversa e a companhia.

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  Assista um vídeo que ensina como se prepara uma reclette!

30
out
09

Planeta sabor

food-flagsNeste país cosmopolita onde vivemos não é difícil encontrar todo tipo de manifestação cultural.  As diferenças estão no cerne da história do Brasil. Da nossa comida, da nossa língua e dos costumes. 

A gastronomia brasileira é fruto da imigração de vários povos, de influências africanas, portuguesas, japonesas, italianas, chinesas, e de outros lugares longínquos e encantadores que, até hoje surpreendem. 

Herdamos a cultura de temperos fortes e apimentados dos africanos, das massas e pizzas italianas – que acabamos transformando em algo novo e só nosso – do costume português de comer peixe nas cidades litorâneas e doces maravilhosos à base de muito ovo e açúcar no interior.    

Hoje a mistura é ainda maior e a globalização só ajuda. Isso deixou de ser privilégio dos brasileiros há muito tempo. É comum caminhar pelas ruas de Paris, por exemplo, e encontrar barraquinhas com dizeres árabes, oferecendo um suculento kebabe de cordeiro, que pode ser fatiado na hora para você. O famoso crepe francês, feito com nuttela e banana, preparado por um italiano que diz ao te entregar a guloseima: “crepe con amore!”.  

Tem coisas, porém, que ainda são encontradas somente em seus lugares de origem. Como a bebida espanhola feita de raiz, a horchata. A culinária de Sarajevo e os doces árabes com amendoins e fios de ovos, de Nazaré, em Israel. Só se encontra lá. 

 Mas, a cada dia é um restaurante étnico que surge com alguma iguaria nova, vinda de algum lugar bem longe para o nosso país, pronta pra ser experimentada – odiada ou amada – por nós. A primeira vez que alguém come um sashimi – peixe cruzinho da silva – pode se arrepender, e depois de algumas outras tentativas, passar a apreciar esse gosto japonês. O difícil é se acostumar com os hashis, os “pauzinhos” de bambu.  

O mundo tem se tornado menor e o ocidente tem recebido mais do oriente uma avalanche de niguiris, arroz com canela e castanhas, pastel, chás branco e verde, kibes e falafel. Tudo ao nosso alcance. 

 Dentre essas novidades, surge um tipo de chá, que não é novidade pra ninguém lá na China. Parte de uma cultura milenar e fascinante, o chá floral, chegou ao Brasil, pelo jeito pra ficar. De acordo com matéria publicada na FolhaOnline este mês, já existem pelo menos três estabelecimentos que oferecem a bebida no país.  

 O que esse chá tem de  mais impressionante, enche os olhos e não a boca. Como o nome já suscita, o chá é feito com uma flor envolvida em um novelo de folhas de chá verde. Em contato com a água quente, o novelo se abre e a flor colorida surge. Detalhe: a flor é colhida de madrugada, nas províncias distantes da China, em lugares que, se não fosse a modernidade e a curiosidade das pessoas de ver o que tem ali mais além da serra, nunca teríamos a oportunidade de conhecer. 

 O mundo pode ser visto como uma grande cozinha, cheia de caldeirões borbulhantes e aromas envolventes. A gastronomia pode ser explorada  sem que você precise viajar até o Egito ou a Bombaim. Coisas deliciosas e diferentes para comer e beber já podem estar disponíveis em um lugar bem mais perto, ali, na sua mesa.

23
out
09

Tradição carioca

O famoso couvert do La Mole

O famoso couvert do La Mole

Quem já foi ao Rio de Janeiro e não conhece o La Mole, está perdendo um dos restaurantes mais queridos dos cariocas. 

A casa começou em 1959 quando o italiano Domenico Magliano abriu uma pequena sorveteria e pizzaria no bairro do Leblon. Desde então, o restaurante cresceu e hoje funciona no sistema de franquias com 15 lojas e cerca de 1000 colaboradores. Infelizmente só se pode conhecer o La Mole no Rio de Janeiro e em Niterói. 

Carro-chefe

No La Mole, o cliente pode se deliciar com massas, saladas, carnes, aves, feijoadas, risotos, pizzas, tortas doces e, é claro, o famoso couvert.  O couvert de lá é tão bom, que acabou se tornando o carro-chefe da casa. É basicamente composto por pãezinhos variados quentinhos, pastas, fatias de linguiça calabresa, azeitonas, ovos de codorna e salaminho. Uma delícia, só. 

La Mole ainda faz entregas na casa do cliente. Mas o gostoso mesmo é sair de casa e aproveitar o espaço agradável e familiar do restaurante. 

Pra quem está de viagem no Rio, vale a pena experimentar!

21
set
09

Geladinho saudável

                                                                                                      Paryogoberryece sorvete, mas não é. O gelado Yogoberry é frozen iogurte de baixa caloria. Feito com leite desnatado e bem pouco açúcar, é mais saudável do que o tradicional sorvete e não tem gordura.

Pode ser servido em potes de três tamanhos diferentes e nos sabores natural e chá verde. Os toppings, escolhidos pelo cliente, incluem frutas, caldas, cereais, chocolate e outras delícias. A Yogoberry também oferece Yogo Smoothies, frozen iogurte batido com polpa de frutas e monin, um aromatizante de origem francesa.

 

O brasiliense pode provar da novidade na 214 Norte e no Pier 21. O pode médio de frozen iorgurte com três opções de toppings, sai por volta de R$10,00.

10
set
09

Sabor caliente

chiliQuem gosta de pimenta malagueta? Essa fruta de sabor ardido e forte já era usada na mesa dos mexicanos há 9 mil anos atrás. Hoje a pimenta pode ser encontrada no mundo inteiro e foi incorporada na culinária de diferentes culturas. Inclusive na nossa.

Há quem não suporte a sensação de “fogo na boca” que a pimenta provoca. Outros porém, adoram justamente essa sensação. Apesar da ardência, a fruta faz bem à saúde do estômago. A substância responsável pelo sabor provoca a liberação de endorfinas e melhora a digestão.

Quem mora em Brasília pode provar da comida mexicana bem apimentada no restaurante Chili Pepper. Com localização em dois pontos da cidade, um na 213 Norte e outro na 215 Sul, o restaurante mexicano é uma boa pedida pra quem gosta de apimentar o paladar e se divertir. Nachos, guaca mole, tortillas e outras delícias estão presentes no cardápio.  A sobremesa, uma tortilla doce de banana com chocolate, fecha a refeição.

Os preços do menu à la carte e do bufê variam de R$20,00 a R$50,00.

06
set
09

Paladar imperial

simboloNem só de praias e água de coco se faz o Rio de Janeiro. A cidade maravilhosa é um pólo gastronômico onde a cultura africana e européia se misturaram num caldeirão de delícias cariocas.

No região central da cidade, um pouco mais distante das praias, estão os edifícios mais antigos, da época imperial. Grandes casarões se tornaram museus com cafés e livrarias charmosas. As pequenas ruas onde hoje é impossível que se passe um carro, são lotadas pessoas e comércio popular. O clássico se mistura ao moderno. É neste lugar onde se encontra uma das confeitarias mais tradicionais do Brasil: a Confeitaria Colombo.

A casa existe desde os tempos imperiais e era frequentada pela “boa banda” da sociedade, tendo inclusive, a própria princesa Isabel como cliente. Hoje o visitante não precisa pertencer à realeza para entrar e se deliciar com os doces, tortas, cafés, bolos, salgados etc. O visitante pode curtir o visual europeu da confeitaria, cheio de pompa, ao mesmo tempo em que aprecia a música do piano de calda tocado ao vivo.

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Quem deseja se sentar nas mesinhas charmosas no interior da confeitaria tem que esperar um pouco para ter seu lugar. Se preferir, pode fazer seu pedido rapidamente nos balcões e comer em pé mesmo.

Além dos comes e bebes, a casa oferece vários produtos com a marca Confeitaria Colombo. Latas contendo doces e chocolates, além de artigos em porcelana, por exemplo, são vendidos no local. Uma lata média de bombons sai por R$50,00

04
set
09

Fast-food: vilão ou mocinho?

fastfoodNo mundo moderno e sem tempo em que vivemos, as opções de alimentação “quanto mais rápida e prática, melhor” proliferam e se tornam cada vez mais a alternativa escolhida. Porém esse tipo de refeição, apesar de adorado por quase todos, é considerado um vilão quanto à saúde. 


Os restaurates fast food tem evoluído e hoje oferecem aos clientes uma gama variada de alimentos que vão além da conhecida e americana combinação de pão, hambúrguer e queijo. Há os fast food que oferecem a comida árabe e japonesa, por exemplo.  E os que oferecem saladas e sobremesas mais lights. 


Apesar da má fama que os hambúrgueres, batas-fritas e refrigerantes carregam por aí, existe a chance de esses alimentos ofereceram algum nutriente ao nosso organismo, além da comodidade e praticidade. As batatinhas-fritas, tão deliciosas, quentinhas e crocantes, são ricas em potássio e vitamina C. O hambúrguer, por sua vez, tem a proteína da carne de vaca, que é rica em vitamina B12 e ferro. É sempre bom conferir a tabela nutricional dos alimentos e consultar um nutricionista, para saber qual a melhor forma de alimentar o seu corpo.


Hoje o fast food tem atendido à exigência do estilo de vida das pessoas, e quem não tem mais do que vinte minutos para almoçar, não dispensa uma refeição rápida e, sejamos sinceros, bem gostosa. 

30
ago
09

Previsão do Tempo: Hambúrguer

Cloudy with a chance of meatballs

Neste ano, fãs do gênero de cinema “gastronômico” poderão encher os olhos mais uma vez no mundo da animação. Tá chovendo hambúrguer (Cloudy with a chance of meatballs), dos diretores Phil Lord e Chris Miller, estreia em outubro. O filme é a adaptação do livro infantil homônimo de 1978 de Rudi Barrett. O filme conta a história de um jovem cientista que desejava inventar algo para ajudar sua cidade. Logo a situação fica fora de controle quando comida começa a cair do céu.  

 Em 2007, a animação sucesso de bilheteria Ratatouille levou para as telas as delícias da culinária parisiense através das aventuras de um ratinho que sonhava em ser chef. Em Chocolat e Simplesmente Irresistível, por exemplo, comida e romance se misturam.

A gastronomia está quase sempre presente nas telas de cinema. Volta e meia e um bom filme aparece tendo a comida como parte da história. Vários romances e comédias românticas já exibiram a gastronomia, como parte importante em seus enredos.

Veja os trailers dos filmes citados no Nhac!

20
ago
09

Cachorro-quente da Capital

Foto: Ana Araújo

Foto: Ana Araújo

 Preços baixos. Nenhum requinte na decoração. Simples, rápido e delicioso fast-food de rua. As populares barraquinhas de cachorro-quente, espalhadas pelo Plano Piloto, vão mais além do pão e da salsicha.

Sempre cheias de clientes, as barracas geralmente são montadas e preparadas quando anoitece, e funcionam até o início da madrugada. As humildes mesinhas de plástico ou de ferro, são convidativas a quem quer se deliciar com um lanchinho barato e gostoso.  

 

Fugindo da mesmice             

 

            Cada barraca tem sua particularidade, e os ambulantes buscam conquistar o paladar dos consumidores da melhor maneira possível. O cachorro-quente tradicional ganhou diferentes versões. Pode ser no molho, ou na chapa. Com frango desfiado, milho ou vinagrete, tem para todos os gostos. Tem até os que vêm sem a salsicha. Deliciosas pastas de alho, maionese com ervas, picante e tradicional complementam o sabor. Além dos cachorros-quentes, também são oferecidos hambúrgueres e refeições de dar água na boca.

                       

Para quem quiser provar as delícias

 

            Na 409 Norte, o carro-chefe é a pasta de alho inconfundível, com os preços dos lanches a partir de R$ 2,50. Na Asa Sul, o “cachorro-quente da Igrejinha”, na 307 Sul, também merece destaque e o preço não varia muito.  Já na 412 Norte, além dos lanches rápidos, o cliente pode saborear o churrasquinho, que pode ser apreciado no espeto, a R$ 3,00, ou acompanhado de arroz, feijão tropeiro, vinagrete e mandioca cozida, a R$6,00. Ali mesmo, na barraquinha. Quem for, ainda pode assistir televisão enquanto come. Um aparelho foi instalado no meio da entrequadra para atender melhor à clientela.




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